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Perfil no Instagram reúne só fotos de bonitões lendo

A quem possa interessar... existe um perfil no Instagram que reúne só fotos de bonitões ao redor do mundo lendo livros em lugares públicos, principalmente metrôs. O Hot Dudes Reading (@hotdudesreading) tem mais de 900 mil seguidores.

Caso queira contribuir com essa causa, mande uma foto ao e-mail submissions@hotdudesreading.com (acho que não valem nudes :p ).

Ah, a brincadeira virou até um calendário, que está à venda na Amazon.com.

Quer dar uma olhada nos leitorões? 

Milão, Itália

Nova York, EUA - Repara no livro do Paulo Coelho!

Nova York, EUA

Toronto, Canadá

Nova York, EUA

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Infográfico mostra a idade com que os escritores escreveram suas obras mais famosas

Você está perto dos 30? Xiiii, então é melhor se apressar... Segundo um infográfico creditado ao aplicativo Blinkbox Books (e que eu traduzi a seguir), a média de idade que alguns escritores da língua inglesa tinham quando escreveram suas obras-primas era de 29 anos e 8 meses. Eita!

Se você tem menos de 25, mãos a obra. Repare como os autores selecionados só sentaram para datilografar suas histórias depois dos vinte e tantos. A exceção é o muso Jack Kerouac - que começou a escrever logo que virou adulto (apesar de só ter conseguido publicar o primeiro livro aos 28).

O infográfico também permite reparar o que os escritores fizeram após a obra-prima. O incansável Stephen King chega a publicar vários livros por ano (quanto mais forte a coluninha vermelha da imagem, mais obras foram feitas naquela idade). Mas creio que o autor de O Iluminado é uma exceção (neste post falei sobre a prole descontrolada de King). Já o coitado do Fitzgerald, bom... sabemos o que lhe ocorreu. Após o estouro com O Grande Gatsby (um dos meus livros mais queridos, tem resenha), ele foi para esbórnia e bebia tanto que mal conseguia escrever. 

Mais sobre os escritores apresentados no infográfico (os critérios de escolha não foram explicitados):

Jack Kerouac - eu diria que foi o maior expoente da geração beat, um movimento da contracultura americana da década de 50.
Depois de levar muitos nãos, seu primeiro romance, Cidade Grande, Cidade Pequena, foi publicado em 1950. Apesar de gostar bastante do escritor, achei o romance de estreia bem cansativo. Sou muito mais sua grande obra, On The Road, livro escrito em poucas semanas, sem pausas, parágrafos e coisas do tipo. 

Douglas Adams -  o escritor e comediante inglês é um queridinho dos nerds pela série de cinco livros de ficção científica O Mochileiro das Galáxias. Particularmente, detestei cada uma dessas obras, mas, enfim...

F. S. Fitzgerald - ícone da geração perdida dos anos 1920 (junto com Hemingway, T. S. Eliot e todos aqueles personagens que aparecem no filme Meia Noite em Paris, de Woody Allen). O Grande Gatsby é um dos grandes clássicos mundiais porque conseguiu capturar o fim do Sonho Americano antes mesmo da quebra de 1929. Como eu disse, a vida do cara depois da fama não foi fácil e ele acabou tendo que escrever roteiros pra Hollywood para não morrer de fome.

Stella Gibbons - bom, não tenho a mínima ideia de quem seja essa escritora, mas olhei na Wikipédia e vi que ela era inglesa, viveu de 1902 a 1989 e sua mais famosa obra no Brasil foi Fazenda Maldita (tem lá no Estante Virtual).

Charles Dickens - escritor superclássico inglês do século XIX, autor de história famosérrimas no naipe de David Copperfield, Grandes Esperanças e Oliver Twist.

Stephen King - posso dizer que é o escritor vivo mais pop dos Estados Unidos? Ele é autor de várias obras que viraram filmes de terror (e que, por isso, jamais cheguei perto), como O Iluminado e Carrie, a Estranha.

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Emma Watson 'esquece' livros no metrô

A eterna Hermione, Emma Watson, andou publicando no Instagram algumas fotos dela espalhando cópias do livro Mom & Me & Mom pelo metrô de Londres. Ela promoveu dois projetos: o @booksontheunderground, que incentiva os cidadãos a deixarem livros usados no metrô; e @oursharedshelf's, um clube de leitura feminista que ela encabeça.

Mom & Me & Mom é o último da série de sete livros autobiográficos de Maya Angelou, um nome superimportante na luta da mulher negra. Infelizmente, essa coleção não foi publicada no Brasil, mas pode ser comprada em inglês na Amazon.Br.

Alguns sortudos que encontraram as obras 'esquecidas' pela atriz publicaram fotos comemorando:

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Frases sobre a arte de escrever, por Rosa Montero

A espanhola Rosa Montero é romancista e jornalista consagrada, mas o primeiro contato que tive com ela foi com A Louca da Casa, uma reunião de ensaios sobre o ofício de escrever.

'Ensaios?' Você já deve estar pensando com um certo desprezo... Sim, mas com uma linguagem tão simples e envolvente, que se tornou um dos melhores livros que li recentemente. E olha que eu não tenho aspiração nenhuma de ser escritora, mas acho que basta se interessar muito por literatura para amar A Louca da Casa.

Separei algumas frases que mais me impressionaram: 

"De fato, escrever romances é a coisa mais parecida com apaixonar-se que já encontrei (ou melhor, a única coisa parecida), com a apreciável vantagem que, na escrita, não se precisa da colaboração de outra pessoa."

"A gente sempre escreve contra a morte."

"Domar uma palavra (transformá-la em clichê) é acabar com ela."

"Uma ideia escrita é uma ideia ferida e escravizada a uma certa forma material; por isso dá tanto medo sentar-se para trabalhar, porque é uma coisa de certo modo irreversível."

"o utilitarismo panfletário é a traição máxima ao ofício; a literatura é um caminho de conhecimento que precisamos percorrer carregados de perguntas, não de respostas"

"escrever um romance péssimo e extremamente popular é coisa que não está ao alcance de qualquer um, é preciso ter um descaramento todo especial ou ser realmente meio simplório, é preciso não se importar de ser meio ardiloso e adular os baixos instintos das pessoas, e essas coisas nem todo mundo sabe fazer."

"mas sempre achei que a coragem física está ligada a uma falta total de imaginação, uma incapacidade para representar mentalmente o perigo, e, portanto, que quanto mais fantasioso você for mais medo sentirá."

"Os romances são os sonhos da Humanidade, sonhos diurnos que o romancista tem de olho aberto."

"Às vezes, penso que publicar um romance é como arrancar um pedaço do próprio fígado e deixá-lo em cima de uma mesa, diante da qual as pessoas vão passando e comentando impiedosamente o que lhes parece."

"Todos os romancistas que conheço são pessoas que têm uma facilidade inata para escrever; e todos os romancistas que me interessam lutaram a vida inteira contra essa facilidade."

"quando gerações e gerações de escritores conseguiram dar forma pública e literária a um tema, quando conseguiram transformá-lo em mito expressivo, essa realidade passa a ser material comum de todos os seres humanos."

"quanto mais você se afastar  com o caleidoscópio de sua própria realidade, quanto menos puder reconhecer sua vida no que escreve, mais estará aprofundando dentro de si mesmo."

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Por que a tetralogia de Elena Ferrante é irresistível?

A Tetralogia Napolitana, da "escritora italiana" Elena Ferrante, é uma coleção formada pelos livros A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e Quem Fica e História da Menina Perdida (este último ainda não foi lançado no Brasil). Baixei o primeiro volume por insistência da minha amiga Cláu (do canal Tô Lendo) e, desde então, não trabalho, não raciocino, mal respiro: só quero saber dessa trama.

Exageros à parte, fiz um post para tentar entender por que essa série é tão fenomenal:

1. Porque vicia

O prólogo de A Amiga Genial já é uma provocação. Lenu descobre que sua melhor amiga desapareceu, o que não a surpreende, afinal Lila sempre dizia que sumiria sem deixar rastros. Restando pouco a se fazer, Lenu encontra uma forma de expressar toda a sua contrariedade: recontar a história de Lila, deixar seus rastros gravados para sempre. A partir daí, o leitor é jogado para a infância das duas moradoras de um bairro pobre de Nápoles. Confesso que li os primeiros 20% do meu e-book gostando, mas em uma velocidade normal. Só que passou disso e aí eu não conseguia mais me desprender daquelas memórias nada inocentes de gente que tinha que endurecer para sobreviver numa realidade sangrenta, rodeada por mafiosos, analfabetos e muita violência doméstica.

O livro vai que vai e termina de uma forma tão misteriosa, que me forçou a fechá-lo e correr para baixar a continuação.

2. Porque a personagem principal só se ferra

Depois de A Amiga Genial, trucidei História do Novo Sobrenome, que conta o início da vida adulta das jovens. Apesar da miséria, uma boa professora conseguiu convencer os pais de Lenu de que ela precisava continuar estudando. Por isso, sua vida começa a se destoar da dos vizinhos, inclusive da de Lila, que sempre foi a mais talentosa da dupla. O fantasma dessa amiga muito mais genial, esperta e bonita assombra Lenu, que fica com a impressão de que tudo o que lhe resta é o segundo lugar. E, no fundo, acho que essa é a chave do livro. Com quem você se identifica mais: com as personagens perfeitas ou com aquelas de verdade, que se esforçam o máximo e não chegam lá? Bom, eu sou mais as do segundo tipo, por isso, virei eterna torcedora do time Lenu.

3. Porque estimula paixões

Só sei que, num determinado momento do segundo volume, a rixa Lenu x Lila me pegou tão forte, que eu comecei a sentir um ódio físico. Não estou falando que é superlegal ficar passando raiva à toa, mas acho demais quando uma história fictícia te envolve até a esse ponto. 

4. Porque você vai achar que conhece as personagens

Eu estou falando de Lila e Lenu, mas aquele monte de vizinho que circunda as garotas também é essencial. É tanta gente secundária, mas atuante, que os dois volumes que li começam com um mapa de personagens que, a princípio, parece intransponível, mas depois a gente se acostuma. E como... Se você já leu, te pergunto: como não amar a louca Melina e o esforçado Antonio? Agarrei uma afeição até nos mais ruins.

5. Porque cada hora você acha que o livro fala de uma coisa

 Acho que justamente essa diversidade de personagens permite uma variação muito grande de assuntos e de reviravoltas. Se eu tivesse escrito esse post enquanto estava lendo A Amiga Genial, teria dito que o principal assunto era a influência que as pessoas à nossa volta exercem na nossa vida. Já no final do primeiro volume, comecei a achar que o conflito social era o xis da questão. Já com a o segundo livro ora achava que ele falava sobre repressão da mulher, ora pensava que era uma história de amor. Ou seja, com tédio é que eu não fiquei.

6. Porque é legal morrer de ansiedade enquanto se espera o próximo volume ser lançado

Pois bem, História do Novo Sobrenome também tem um final catártico, só que o próximo livro da série chegou apenas na semana passada às livrarias. Pior pra mim, pois estou lendo em e-book e este ainda não está disponível (a editora Biblioteca Azul prometeu pra esta semana). Já a conclusão, História da Menina Perdida, tem previsão de lançamento para o primeiro semestre do próximo ano! Sério, me sinto novamente na época em que lia Harry Potter e tinha que esperar anos para poder ler uma continuação.

7. Porque o povo diz que é bom

Se você ainda não ouviu falar da tetralogia napolitana, se prepara. No Brasil, a popularidade ainda é tímida. Apesar de História do Novo Sobrenome ter vendido 40 mil exemplares por aqui, nenhum título da coleção está no ranking dos vinte mais vendidos do país (olhei no site PublishNews). Já na gringa o fenômeno é maior: foram dois milhões de cópias compradas.

8. Porque a crítica diz que é bom

Best-sellers não costumam agradar à crítica, certo? Não é o caso de Elena Ferrante. Em maio deste ano, o quarto livro da coleção foi finalista do Man Booker Prize, um dos mais importantes prêmio literários. No final, quem levou foi a sul-coreana Hang Kang (com A Vegetariana), mas é uma indicação que cai bem para os leitores mais exigentes.

9. Porque ninguém sabe quem é Elena Ferrante

Elena Ferrante é o pseudônimo de uma escritora ou escritor misterioso que já escreve desde o começo dos anos 1990. Ela/ele até dá entrevista, mas sempre por e-mail e justificando que, depois de concluída, a obra não tem mais nenhuma necessidade de seu autor. Tudo funcionou até o início de outubro, quando um jornalista fez uma investigação insana com as movimentação financeiras da editora italiana da tetralogia e descobriu que quem recebe os direitos autorais pelo livro é a tradutora Anita Raja. Uma curiosidade: apesar de ser made in Italy, essa mulher jamais viveu em um bairro pobre napolitano.

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3 Comentários

Marlucia 22 de Janeiro de 2017 às 16:50

Fui presenteada pelo meu filho com o livro A Amiga Genial. A leitura me absorveu de uma tal maneira que só parava p me alimentar. Devorei rapidinho. Finalizado, no ápice da trama, que tristeza! descubro que o mesmo é uma tetralogia. Imediatamente, entro no Amazon e compro os outros 3. Recebidos, me entrego vorazmente à leitura. Concluído o 3o livro, corro para o último , descubri que comprei errado. Pior foi saber que o IV volume ainda ia se lançado.

Jane 23 de Janeiro de 2017 às 23:13

De fato são livros envolventes. Uma trama que deixo-me com uma vontade de continuar a leitura, sem intervalo. Estou no terceiro volume e incomodada por não saber quando chegará o último volume da série Napolitana. Paciência, aguardemos.

Gabi 4 de Março de 2017 às 14:41

Vc descreveu exatamente o que eu sinto!
Vc tem que continuar lendo pq vem um misto de emoções, você quer sempre saber o que vai acontecer, qual reviravolta. Lila é amiga ou não? Lenu vai reagir? E como não se reconhecer no caminho do autoconhecimento?
Tenho crises de ansiedade!!! Tetralogia maravilhosa!